Ajustando o volume.
(Por Michel Cutait)
Sabe quando você está ouvindo uma música mas o som parece muito alto, a ponto de incomodar os seus ouvidos? Você corre para abaixar o volume. Há também aquelas vezes que você está querendo ouvir mais alto e então você aumenta o volume para aproveitar toda a vibração que a música lhe traz.
Esse é o mesmo problema quando as pessoas se comunicam. Às vezes as pessoas estão falando muito alto, outras estão falando muito baixo. Não se trata do volume em si, em decibéis, mas sim da intensidade que a música, que o discurso chega ao seu ouvido.
Em outras palavras, por exemplo, quando alguém está apaixonado, a tendência é que essa pessoa “grite” seu amor para a outra pessoa, mas pode ser que a outra pessoa não esteja preparada, não queira ou não goste da intensidade do som dessa paixão, pode ser que ela preferisse o som da amizade ou da diversão.
Por outras vezes, você está falando tão “baixo”, exprimindo seus sentimentos de amizade ou diversão, enquanto a outra pessoa esperava, queria e gostaria muito que você gritasse tão alto quanto pudesse que o que você tem é paixão ou amor.
Se você ficar atento, seja no papel de quem “fala”, seja no papel de quem “ouve”, a comunicação das pessoas depende da sintonia entre elas, depende da intensidade do volume ser agradável para uma mas também para a outra pessoa.
A comunicação não acontece de uma maneira positiva quando o volume é alto demais ou quando é tão baixo que não se pode ouvir a “música”.
Para saber se o volume está adequado e se a música está fazendo bem para a outra pessoa, ou, pelo contrário, se está afastando quem você quer manter um relacionamento, o mais importante é perceber qual o resultado da sua comunicação, pois é o resultado, e não suas intenções, que vai lhe mostrar se o interesse, se o “ibope” da sua musica está alcançando os objetivos que você pretende.
Quando alguém diz que você precisar ir com calma, que está cedo, que vocês têm que se conhecer melhor, enfim, todas aquelas frases que todo mundo já ouviu um dia, o melhor a fazer é compreender que seu “volume” está muito alto. A música pode ser boa, mas se a intensidade do som dos seus sentimentos não agrada o ouvido da outra pessoa, então abaixe o volume, abaixe para que a outra pessoa possa lhe ouvir melhor.
Mas só abaixe o volume se você quiser muito se relacionar com aquela pessoa, porque se você quiser vivenciar uma paixão mais intensa, se o que você quer é curtir um amor mais fremente com um volume mais alto, então pode ser que você tenha que cantar sua música para um outro alguém.
E se você está falando muito baixo a ponto da outra pessoa dizer coisas como: “não sei se você gosta de mim” ou “você não demonstra seus sentimentos”, enfim, essas pequenas clemências de amor, então pode ser que a outra pessoa queira mesmo era viver um relacionamento de paixão ou de amor, algo intenso, mais forte que uma amizade ou uma diversão.
Isso também se aplica para a outra pessoa que está ouvindo, porque se ela queria curtir uma música mais alta, mas a outra pessoa está cantando baixinho, isso deve ser um indício provável de que esta pessoa está interessada numa música mais leve, e não na intensidade que você está desejando.
Saiba que é fácil perceber se uma música está alta ou baixa para a outra pessoa, e também para você mesmo, basta perceber se o “ibope” tem sido positivo, se a pessoa corre com você para dançar, se a pessoa se entrega àquele sentimento, ou se ela se afasta e pede para você abaixar o volume do som.
Se sua música é de amor, de paixão, de amizade ou de diversão, sempre haverá uma audiência esperando ansiosa para curtir o som na altura, no volume e na intensidade que você desejar cantar.
Mas não deixe de cantar, não deixe de expressar e manifestar seus sentimentos, apenas fique atento no volume, e abaixe ou aumente um pouco o som, ajuste a sintonia e aproveite para curtir a música no seu coração, porque sua música não pode e não precisa parar.
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